Santiago

Foram poucos os dias em que estive ausente, mas felizmente foram tão intensos que pareceram uma eternidade!

Além do mais, já não me lembrava quando foi a última vez que estive de férias sem os miúdos, por isso soube bem alterar um pouco a rotina ;)

Percorremos 1100Km ao longo de três dias, com uma primeira paragem no lugar de O Rosal, onde fomos buscar uma gaita galega – a mais recente aquisição para os Celtiberos, em preparação para o espectáculo que darão no início de Setembro.

Santiago estava uma cidade fantástica, como sempre. Cidade que respira história, lenda e misticismo em cada pedra que percorremos. Um mar de gente diferente e com propósitos diferentes cruza-se diariamente naquelas ruas e praças como se todo o mundo assim fosse: uma grande cidade onde todos são iguais na sua diferença e onde todos se respeitam.

Na minha primeira ida a Santiago fiquei bastante surpreendida com a facilidade com que conviviam os símbolos cristãos e pagãos por toda a cidade. Depressa me habituei a ver bruxas ao lado de freiras, cruzes ao lado de triskels. Desta vez concentrei a minha atenção e objectiva no símbolo dos peregrinos de Santiago – a vieira – cuja imagem estava cravada por toda a cidade velha.

Andei na roda gigante que estava montada no cimo do parque da cidade e aproveitei para ter uma vista única sobre a catedral, já que me encontrava bastante acima dela.

Descobri vários exemplares fantásticos de mosaico hidráulico, muitos deles infelizmente em avançado estado de degradação.

Quanto ao concerto… bem, esse foi memorável!

O local não podia ter sido melhor: na Praça da Quintana, mesmo ao lado da catedral e de uma das suas torres, a que tem o relógio.

A Loreena McKennitt é a simpatia em pessoa, o que foi bastante visível não só durante todo o concerto como quando esteve mais de uma hora depois do mesmo a dar autógrafos, tirar fotografias e falar com os fãs que estavam à espera dela. Ouvi-la com aqueles 9 virtuosos músicos em palco é uma experiência alucinante para qualquer pessoa que aprecie música e instrumentos musicais, quer goste ou não do estilo da música.

Nem durante uma quebra de corrente a meio de uma música a deixou ficar mal, e veio ao palco falar sem amplificação.

O sinos da Catedral tocaram toda a noite ao longo do concerto, como que a marcar presença, sendo que o ponto alto foi quando ela cantava Never-ending roadHigh in the air, Where the bells they all
toll
” e os sinos da Catedral tocaram em uníssono com as palavras dela. Um momento único!

Ouvir a música “Santiago” na própria cidade que lhe deu o nome e serviu de inspiração foi outro dos pontos altos que penso ninguém presente vais esquecer tão depressa.

Para o ano há mais!, espero eu que seja em Portugal…. ;))

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3 thoughts on “Santiago

  1. Já te disse que te odeio?!?

    Ai ai, enfim, é muito triste não ter férias e perder estas oportunidades…

    Adorava ter ido…

    Adoro a música da Loreena desde que frequentava a Casa da Lua na Rua Elias Garcia… ;)
    P’raí em 1997/1998…

    Gostava mm muito que ela viesse a Portugal…

    Por agora fica a inveja…

    Já te disse que te odeio?… :P

    Gostar

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