sacos e sacolas

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a recente polémica relativa aos sacos de plástico dos supermercados, não afetou minimamente os meus hábitos: há muitos anos que não uso sacos de plástico. o mesmo não posso dizer, infelizmente, em relação aos meus filhos ao a outras pessoas de família… o esquecimento é usado como desculpa demasiadas vezes, e lá se acabava por trazer um saco de plástico.
a verdade é que ainda há muita gente que não tem esse hábito, de trazer consigo os próprios sacos, e que agora começa a tentar educar-se nesse sentido.

passei o fim de semana a fazer sacos para equipar a família (agora não têm desculpa), e de caminho aproveitei para fazer dois conjuntos de sacos ritacor.
sempre que posso, que tenho tempo e vontade, faço sacos de pano para levar comigo para as feiras. é sempre um artigo útil e barato, e ao mesmo tempo resolvo a questão de como os clientes transportam as suas compras.
mais simples ou mais elaborados, o pano-cru é quase sempre o material de eleição: gosto do toque, da cor, da robustez e principalmente da rusticidade que tem. não é um tecido branco, mas também não briga com nenhuma cor ou padrão que se use em conjunto. é resistente e lavável, e o preço é igualmente convidativo. é sem dúvida a materia-prima de eleição para este tipo de trabalhos.
quanto aos sacos de pão, também conhecidos como taleigos, são uma peça que não fazia há muito tempo. a verdade, verdadinha, é que não gostava de os fazer… porquê?… é muito simples: foram as primeiras coisas que aprendi a costurar, com a minha bisavó. todos os anos, nas férias de verão, era a mesma coisa – fazia uns quantos para oferecer ou substituir os que começavam a mostrar demasiados sinais de uso. e para mim, naquela altura, era uma seca. preferia ir brincar para a rua, ou fazer outro tipo de trabalho qualquer, menos os sacos. a minha bisavó era uma mulher tão fantástica como exigente, e era demasiado crítica e meticulosa com cada ponto da minha tosca execução.

fui fazendo alguns, também para oferecer e para consumo interno, mas nunca me reconciliei totalmente com eles. até agora. fi-los de uma assentada, relembrando todos os passos que aprendi. só têm abertura de um dos lados, e não uma fita dupla como também é habitual de se ver, porque era assim que a minha bisavó os fazia. depois dava-se uma volta com o cordão à volta da boca do saco e era assim que garantia que se mantinha fechado.

a matéria-prima principal também é o pano-cru, mas por dentro usei uma boa popeline de algodão branco.

e assim nasceram dois conjuntos uteis e bonitos, compostos por saco de compras e pão!
um é em tons de azul e branco, com uma estrela de patchwork, e outro em azul e padrões coloridos, com triângulos de patchwork.

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➳ (e por falar em triângulos, não esquecer o workshop que lhes é dedicado e que está marcado para dia 28 de março)

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