almada

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a exposição “José de Almada Negreiros: Uma Maneira de Ser Moderno” está na Gulbenkian até 5 de junho.

hoje, dia em que se assinalam os 124 do seu nascimento, deixo-vos com esta sugestão para o fim de semana que está aí à porta: irem descobrir (ou redescobrir) aquele que é o expoente máximo do Movimento Modernista português.

sou admiradora confessa da obra de Almada Negreiros, tanto escrita como gráfica, e gostei tanto da exposição (que visitei no mês passado) que espero voltar ainda outra vez.

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do catálogo da exposição:

“Em 1873, o poeta Rimbaud dera o mote: «Há que ser absolutamente moderno». Almada Negreiros (1893-1970) leva-o à letra ao recusar entender o modernismo como uma moda, segundo a qual bastaria vestir os estereótipos da representação (e depois da abstração). Para ele, o modernismo seria antes a afirmação de uma condição autónoma do artista, ao qual atribuía a responsabilidade, não de pertencer à modernidade, mas de a fazer acontecer.

Almada catalisou a vanguarda artística dos anos 1910 e afirmou uma presença forte na arte ao longo do século XX. Com uma obra vasta e diversificada, manteve, no entanto, temas recorrentes, bem como uma constante intervenção pública, através de conferências que prolongaram a ação provocadora dos manifestos que escreveu no início do século XX e nas quais não cessou de equacionar o papel do artista, da arte e a definição de moderno. A sua conceção alargada de arte e artista, a pulsão autodidata e as circunstâncias da sua época levaram-no a trabalhar nas mais variadas linguagens e suportes artísticos, absorvendo e reinterpretando diferentes estímulos. A obra de Almada mostra a condição complexa, experimental, contraditória e híbrida da modernidade.

A exposição organiza-se em sete núcleos na Galeria Principal e um outro na Galeria do Piso Inferior que convidam a um percurso por temas-chave na obra do artista. São núcleos fluidos e comunicantes que, se ajudam a estabelecer uma ordem visual, não têm porém a pretensão de a conter.”

Curadoria: Mariana Pinto dos Santos com Ana Vasconcelos

Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.

José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid, 1927

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