quilting confessions

Uma das ferramentas essenciais na minha mesa de trabalho é sem dúvida um “descosedor” – “seam ripper” em inglês.

Aprendi a usá-lo com a minha bisavó, que me dizia sempre que se devia desmanchar um trabalho que não estivesse bem – tudo tinha remédio. Fosse desmanchar uma carreira de malhas, umas laçadas de crochet, uns pontos bordados e, claro, costuras feitas à máquina. Na purl bee este pequeno e útil objecto também já foi elogiado.

No patchwork tenho-o usado muitas vezes, não só porque às vezes me engano a juntar as centenas que quadrados que compõe um trabalho (e por vezes basta um estar fora do lugar para quebrar o efeito) mas também porque às vezes não gosto do resultado final da junção dos blocos.

Foi este o caso que me levou ontem a estar cerca de meia hora a desmanchar as costuras que uniam os blocos uns aos outros.

Tenho andado a fazer um tipo de bloco que já está no meu caderno de trabalho há mais de um ano. Não me lembro onde o vi pela primeira vez, provavelmente foi no flickr, mas adorei. Consiste num bloco 9-patch simples, onde todos os retalhos são diferentes, mas tem a originalidade de não se composto de quadrados mas sim de peças cortadas na diagonal. Parecia mais difícil de fazer do que acabou por ser. Não usei nenhum tutorial, limitei-me a tentar seguir os desenhos que tinha no carderno.

Os tecidos são da Denise Schmidt – da belíssima colecção “Katie Jump Rope” – em tons de verde a azul.

A dificuldade foi escolher a disposição final dos blocos e aí é que fiz asneira. Quando os coloquei lado a lado no chão pareceu-me que gostava de os ver todos junto. Mas depois, ao vê-lo na vertical (como se devem realmente ver os trabalhos de patchwork…) percebi que não gostava nada e que o efeito do padrão se perdia. Foi aí que entrou o descosedor em acção…

Depois fiz um “sashing”, que consiste basicamente em coser umas tiras de tecido entre os blocos. Usei um padrão do Kaffe Fasset que fica mesmo, mesmo bem com os restantes da Denise Schmidt, melhor era impossível.

Fiquei muito feliz com o resultado, ainda para mais depois da desilusão da montagem inicial ;)

Agora vou fazer mais uma barra em cima e outra em baixo para ficar rectangular e adequado a uma cama de solteiro. De seguida, vai juntar-se aos outros “companheiros” na caixa dos quilt-tops-ready-to-quilt

Resta-me dizer que sábado, dia 9, há mais um workshop de iniciação ao patchwork e ainda tenho 3 vagas!

Estou muito orgulhosa das minhas alunas, que são umas verdadeiras artistas. Vejam só os trabalhos que elas têm andado a fazer… ;)

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12 thoughts on “quilting confessions

  1. Tb uso muito o descosedor… até pq ainda coso muito torto!!!!! Adoro as cores e a aparente desordem. Estou com saudades do WS! e é mesmo verdade na vertica o efeito é mesmo diferente.

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  2. Olha, quas eme apetecia ir a este workshop tambem:)
    sempre detestei descoser, mas a tua avó tinha razão…

    e o teu trabalho está lindo, Srª Professora!!!

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  3. É engraçado que eu tenho um e não sabia como se chamava, para mim é um abre casas de botões. O quilt ficou lindo. E a foto magnífica. Bom workshop! Bjos

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