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azul e castanho

12/01/2012

(..também se podia chamar mar e montanha…)

o meu primeiro patchwork do ano tem estas duas cores e estes dois elementos – água e terra.

os tecidos já se tinham escolhido uns aos outros há muito tempo, entretanto outros se lhes juntaram.

o bloco, é um half log cabin (wonky), que curiosamente, acho que nunca tinha feito num quilt, apesar de agora constatar que o meu primeiro trabalho de 2011 também foi com log cabins.

por enquanto, tenho 20 blocos feitos, ainda faltam (pelo menos) mais 15…

a ideia final é criar qualquer coisa parecida com isto:

* * * * * *

a história deste “quilt-to-be” nasceu entre 3 paredes de pedra, numa caverna escondida na montanha, onde as paredes são de pedra castanha, salpicadas por “figuras rupestres” pintadas a azul.

e é para lá que a futura manta irá – entre a montanha e o mar.

na primavera.

 

2012

04/01/2012

o sol, considerado desde a antiguidade como um deus imortal, nasce todas as manhãs e põe-se todas as noites no reino dos mortos.

platão fez dele a imagem do bem.

Os seus raios representam as influências celestes e simbolizam a luz e o calor, a luz e a chuva.

além de renovar a natureza, o brilho do sol torna as coisas mais perceptíveis. se a luz irradiada pelo sol representa o conhecimento, o próprio sol é a inteligência cósmica, assim como o coração é, em cada um de nós, a raiz de todas as emoções e a fonte de energia que alimenta o corpo, mantendo viva a alma.

que este seja um ano solar!

viva frida

29/12/2011

…se só morre quem não viveu, Frida está viva e bem viva. como nesta fotografia onde a menina olha para ela como se estivesse mesmo na cadeira, ao sol, a fumar um cigarro.

como através de todas as fotografias da exposição, que nos mostram uma vivência plena de entrega – aos amigos, aos amores, à arte, às lutas – apesar de todo o sofrimento de um corpo que sempre prendeu o espírito livre que era Frida.

em altura de entrerrar o defundo 2011, declaro e desejo que tudo o que nele foi plenamente vivido não morra nunca.

por outro lado, tudo aquilo que não foi uma vivência plena deve ficar na inexistência e na folha velha e amarrotada do calendário, como se nunca tivesse acontecido.

que venha então o 2012, com o fim do mundo tal como o conhecemos! cá estamos, cheios de vida, para o receber.

lotus (mandala) quilt

21/12/2011

a flor-de-lótus é um dos simbolos mais antigos e poderosos em várias culturas.

cresce em águas turvas e vem à superfície para florescer com uma beleza sem igual.

à noite, a flor fecha e mergulha na água. ao nascer do dia, sobe à tona e abre-se novamente.

intocável pelas impurezas da água, a flor-de-lótus simboliza a pureza do coração e da mente.

representa regeneração, longevidade, saúde, prosperidade, boa sorte e transformação.

este quilt representa tudo isso.

nasceu de uma ideia noturna (ou seria de um impulso?…) e foi executado ao longo dos dias seguintes.

tem duas pequenas flores-de-lótus, uma outra um pouco maior, e esta grande, aqui mostrada acima.

é uma espécie de mandala, onde todas as outras flores se encontram numa dança geométrica.

ainda não está totalmente terminada, mas será a minha última peça deste ano de 2011.

é completamente diferente de tudo o que já fiz. é um quilt (ainda mais) táctil e tridimensional.

as flores estão literalmente plantadas no pano-cru. brotam dele com as suas pétalas….

a primeira vez que incorporei prairie points num quilt, foi nesta peça que fiz o ano passado.

neste “lotus quilt” levei a técnica e o improviso ao extremo.

escolho o dia de hoje – a noite mais longa do ano, solstício de inverno – para a fotografar antes de avançar para a fase final de acabamento.

 

7

16/12/2011

7 (meses)

7 (anos)

faz hoje sete anos que fui mãe pela quarta vez.

pela primeira vez, de uma menina.

aos 7 meses nunca tínhamos passado um segundo sem estar juntas, e estávamos a viajar, conhecer o mundo.

aos 7 anos já foram muitas as noites que passámos uma sem a outra, mas continuamos inseparáveis.

hoje, à volta da escola, parámos no photomaton e trocamos uma moeda por uma fotografia instantânea para assinalar este dia especial.

(work) in progress

14/12/2011

work-in-progress: o que é?… é isso tudo, e não é nada disso…

…obrigada…

12/12/2011

muito obrigada a todas e todos os que me visitaram, viram, compraram, levaram, fotografaram, conversaram, sorriram, acompanharam e passaram por mim no chiado na passada quinta-feira.

into my arms | into your arms

07/12/2011

” When we are flat on our backs, the only way to look is up.
Find release from your cares, tomorrow is another day”

The Proverbial Quilt is inspired by early “talking” quilts.
Denyse’s version – originally in her Couture Collection in the mid-1990′s – is an amalgamation of proverbs and fortunes from cookies.

(Denyse Schmidt)

desde que vi o quilt que a Denyse criou para a campanha do Obama, fiquei com vontade o experimentar.

poder escrever com o tecido pareceu-me uma ideia boa demais para não a aproveitar.

ainda demorou algum tempo até ela por à venda os moldes (disponível aqui), mas a vontade de criar letras e palavras com a minha matéria de trabalho – o tecido – permaneceu.

a minha primeira experiência com o “proverbial quilt” foi este ano, em abril, quando criei este painel.

a mais recente é esta:

criadas tendo como pano de fundo a música com o mesmo nome.
por escrito. preto no branco. em tecido falado.

uma sinfonia de branco e preto em duas almofadas que se completam e complementam, em que cada letra é feita de pequenos retalhos de tecido.

…e que podem ser vistas (não “a cores” mas “a preto e branco”) amanhã, no chiado

[framed]

06/12/2011

[framed]

muitos dos meus quilts acabam na parede. não só nas da minha casa, como nas dos outros.

uma das coisas que sempre me agradaram no patchwork é essa capacidade de agregar pedaços aparentemente dispersos e disconectos, dando-lhes uma nova vida, uma nova cara, serem algo de novo.

os quilts e almofadas que faço são objetos utilitários, é claro. mas gosto que sejam bonitos, e que o conforto vá para além do material, fazendo com que as pessoas se sintam bem por olhar e usar uma coisa bonita.

já tinha várias vezes, ao longo destes 6 anos de trabalho, pensado em fazer peças para serem emulduradas. para serem apenas olhadas, sem outra função material que não seja essa – olhar.

nunca o cheguei a fazer. até este fim de semana.

no meio da minha azáfama diária olhei para umas molduras que tinha comprado propositadamente para emoldurar umas quantas fotografias especiais, e então resolvi fazer “qualquer coisa” para lá colocar…

e assim foi: peguei em pequenos blocos abandonados (que os tenho aos molhos…), que nunca chegaram a materializar-se em nada de concreto, que nunca se transformaram numa peça inteira.

lembrei-me, como me lembro sempre, do dia em que os fiz, do que estava a pensar, do que me levou a escolher aquelas cores e não outras e reconstituí-os.

o resultado é este…

diz quem já os viu, que são muito bonitos [obrigada :)], mas que é estranho ver assim as minhas peças através de um vidro, sem poder tocá-las, senti-las, cheirá-las, passar com os dedos por cima dos pespontos.
acho que era precisamente essa a intenção.

ao vivo e a cores

05/12/2011

pois é, depois de quase um ano sem sair à rua com as minhas peças (uma vez que a feira da estrela está suspensa…), volto à rua para as mostrar. ao vivo e a cores.

é já esta quinta-feira, dia 8, no “mercado crafts & design” na rua anchieta, em pleno coração do chiado, das 1oh às 19h.
[mais informações aqui, aqui, aqui, aqui e (ainda) aqui]

para assinalar este tão ansiado regresso à rua, tenho algumas novidades em preparação, para além dos tradicionais quilts, almofadas e afins.

sempre com muito patchwork e com muita cor, como não podia deixar de ser.

uma das novidades são os “quadros de patchwork”. este é o primeiro de vários…

…a condizer com esta manta (que ainda está em acabamentos para ir à feira, mas já tem nome…) e com um par de almofadas:

as almofadas são quadradas, com uma face idêntica à do quadro e a outra (parte de trás) com uma composição de tecido com riscas assimétricas:

…espero ter tudo na loja ainda hoje, mas para qualquer informação é só enviar um email.

conto com a vossa visita na próxima quinta-feira, dia 8, porque não há fotografia nenhuma que faça justiça às minhas peças.

…e eu gosto de sair com elas à rua para as mostrar.

 

 

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