boas notícias

lápis de cor

começar o mês com boas notícias, é poder dizer que a Feira da Estrela está de volta! na verdade, já (re)começou de forma regular há uns meses, mas só agora, em outubro, vou poder voltar àquela que é A feira … Continuar a ler

barcelona

visitei barcelona pela primeira vez no ano 2000. foi uma visita de fugida, que durou apenas um dia, onde vi a cidade de passagem.
a memória que retive foi boa: uma cidade linda, arquitetonicamente fascinante, cheia de vida e cosmopolita. ficou a vontade de voltar um dia, com mais tempo e mais calma.

essa oportunidade chegou este ano, e pude planear e desfrutar 10 dias na capital da catalunha.

no entanto, apesar de ter gostado muito da cidade, voltei com mais dúvidas do que certezas relativamente a barcelona e principalmente ao turismo massificado que está a tornar a cidade num autêntico parque de diversões (estas palavras não são minhas, mas sim dos habitantes locais).

a verdade é que é quase impossível andar em barcelona sem passar por multidões de pessoas. a cidade, apesar de grande e muito bem dotada de todo o tipos de transportes publicos eficientes, está repleta de gente. demasiada gente. são poucos os catalães que se vêm na rua, isso é mais que certo. mesmo nas zonas mais residenciais e menos turísticas se encontram hordas de visitantes. entrar em qualquer museu ou monumento é sinónimo de ficar mais de uma hora na fila para comprar bilhete, e depois mais uma hora de espera para entrar. não há canto nem recanto onde não se vejam máquinas fotográficas apontadas. não há carrer nem rambla sem rios e rios de gente.

comecei a perceber esta realidade logo no primeiro dia. ao sair da estação de metro da praça da catalunha o cenário era imponente: casario monumental, a rambla a perder de vista em direção ao mar e gente. muita, muita, muita, muita gente.

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pensei “ok, este será o ponto nevrálgico da cidade velha, um ícone da cidade, é normal que assim seja”.
mais à frente, no emblemático mercado “la boqueria” e o cenário repete-se: multidões de turistas e bancas vocacionadas mais para eles do que para os habitantes de barcelona, que ao longo de séculos usavam aquele mercado para fazerem as suas compras de produtos frescos e agora transformado em frutarias e bancas de charme para turistas.

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chegando ao bairro gótico, confirmei as suspeitas que vinha a sentir: esta massificação não é bem vista nem bem-vinda e a atestá-lo não faltam cartazes e faixas nas varandas das casas a dizerem coisas como “volem un bairre digne” “shhh…us plau” “tourist – you are the terrorist” “no volem ser un monocultiu turistic”, entre tantas outras. a par das bandeiras da catalunha presentes em muitas varandas, e apelos ao voto no referendo pela independência a realizar no próximo dia 9 de novembro, as são as frases mais lidas em cartazes afixados um pouco por todos os bairros.

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é certo que setembro ainda é um mês de férias e deslocações a destinos turisticos. é muito provável que parte deste turismo desenfreado abrande a partir de outubro, mas a questão está longe de ser pacífica e uma novidade para os barceloneses. prova disso são os inúmeros documentários e artigos sobre o tema, e a procupação dos habitantes locais em manter o turismo como uma actividade sustentável para a cidade e para as suas vidas diárias.

a questão está longe de ser pacífica. o turismo representa 14% do PIB da cidade, gera emprego e promove ativamente a recuperação de edifícios e monumentos, entre outras mais-valias. a cidade tem vários monumentos considerados património mundial pela unesco, e estes merecem ser visitados por todos. barcelona sem turistas seria certamente uma cidade diferente, para pior.
mas como promover e sustentar o turismo, sem degradar a qualidade de vida dos habitantes locais e sem descaracterizar a cidade?… essa é a grande questão, ainda sem resposta. poderemos dizer que será a grande questão de várias cidades europeias, que têm ganho mas também sofrido com o turismo de massas. a nossa lisboa é só mais um exemplo de cidade a caminho da conversão em parque temático para turistas…

claro que eu também contribui para o numero de turistas de barcelona, e é claro que também eu fui aos sítios turísticos. e é claro que também gostei muito da cidade e do que vi, mas sobre isso falarei noutro post.
hoje, por tudo o que aqui ficou dito, escolho esta foto como postal ilustrado da cidade:

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e recomendo vivamente este documentário, onde está tudo dito. preto no branco.

setembro de novo

setembro é o mês dos recomeços. acabam as férias, e recomeçam as aulas e o trabalho. para mim, é sempre uma espécie de ano novo, sou daquelas pessoas que começa uma agenda em setembro, a acompanhar os novos horários e rotinas da escola das crianças.
os meus horários também se ajustam em setembro, e é neste mês que começo e planeio muitos dos projetos que faço.

este ano não é excepção. depois de uma longa pausa neste blogue, de uma mudança de casa e de um bebé, sinto-me motivada e entusiasmada para voltar ao ritacor de forma mais regular.

a assinalar esse regresso, fiz uma série de pequenas mudanças nesta página, para tornar a sua visualização mais fácil e prática.

por isso, convido-vos a visitar a nova página de patchwork, cheia de imagens dos trabalhos que tenho feito desde que comecei este blogue.

até já*