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há feira na estrela!

24/05/2012

5 anos depois da primeira vez, e mais de 1 ano depois da última, nos dias 26 e 27 (sábado e domingo) estou de volta à feira da estrela.

gostava de dizer que seria “de vez”, mas infelizmente a feira continua suspensa e este fim-de-semana será uma edição especial e única, integrada as comemorações dos 75 anos das Bibliotecas Municipais de Jardim sob o mote “Uma viagem ao Jardim das Maravilhas”.

domingo, há OutJazz no coreto. só bons motivos para sair de casa e ir até ao jardim mais bonito de Lisboa.

para aguçar o apetite e matar saudades, uma retrospetiva em imagens:

5 anos de ritacor na feira da estrela…

 

 

mapas e viagens

21/05/2012

o ponto de partida para a minha mais recente coleção de almofadas foi esse: tecidos de mapas deste e de outro mundo.

a ideia era essa: viajar sem sair do sofá.

fazer almofadas grandes, boas para recostar a ler um livro ou ver um filme. ou simplesmente não fazer nada.

esta é uma espécie de planisfério do mundo. de um lado as américas, do outro a europa.

em tons de cinza e rosa, o tecido do mapa veio da retrosaria já há algum tempo, e as flores são da Lecien.

nos prairie points, usei o mesmo tecido de flores e um da Anna Maria Horner, de uma coleção cujo nome já não me lembro.

esta foi o ponto de partida para a coleção. o tecido dos mapas (de um lado a europa do outro a grécia…) é um dos primeiros que comprei na retrosaria.

nunca o tinha usado, é daqueles que de tão bonito não apetece meter a tesoura. mas a ideia foi mais forte, e é para isso mesmo que os tecidos servem, para serem usados.

conjuguei com um clássico de quadradinhos da Denyse Schmidt e com um feedsack que já não me lembro de onde veio.

este é mais um dos que veio dos primórdios da retrosaria e nunca tinha sido usado, nunca percebi bem se é uma mistura de arco do triunfo com uma paisagem nova-iorquina, mas como me parece mais parisiense que outra coisa, juntei-lhe um mapa da cidade-luz, que veio daqui.

as flores, são também da Denyse Schmidt e vieram da ponta da agulha.

——————–

alguns dos temas destas almofadas evoluíram entretanto para outras coisas que estão a tomar forma, e ganharão vida nas próximas semanas.

para já, as almofadas estão na loja (que bem merecia uma limpeza e irá sendo composta por estes dias), desertas para viajar para outras paragens.

Iris quilt

11/04/2012

o nome vem desta jarra de flores, que lhe serviu de inspiração:

as cores vibrantes, numa improvável combinação de amarelo e lilás, transformaram-se em blocos simples de nine-pacth e square-in-square.

às cores sólidas juntaram-se dois padrões carismáticos de duas coleções de tecidos que já “entraram para a história”:
Love da Amy Butler e Flea Market Fancy da Denyse Schmidt:

pelo caminho, ainda houve tempo para brincar ao faz-de-conta e criar um patchwork digital, que lhe servirá de etiqueta.

como companhia teve esta musica, tal como diz na descrição do video, “straight from the original vinyl”

agora (só!) falta fazer os acabamentos…

 

coser palavras

21/03/2012

“vem com a primavera,

faz-me um poema

(e)

ocupa-me o coração”

…esta é mais uma experiência com o proverbial quilt.

a pensar na primavera e no dia mundial da poesia.

será uma das novidades que vou mostrar, no mês de julho, numa exposição no Saudade.

gosto muito de escrever com tecidos. tem sido um autêntico work-in-progress encontrar a melhor maneira de o fazer, que é como quem diz, a melhor caligrafia para escrever.

quanto ao conteúdo, as palavras propriamente ditas, estas são uma espécie de prece de primavera, de anseio por dias melhores, mais bonitos, genuínos e verdadeiros. com amor.

desafio os leitores a deixarem na caixa de comentários, palavras ou frases para fazerem parte deste work-in-progress...

inspirem-se e inspirem-me!

 

fora-do-tempo

29/02/2012

hoje é um dia que só existe de 4 em 4 anos.
sempre me perguntei como farão as pessoas que nascem a 29 de fevereiro para celebrar o seu aniversário…

é um daqueles dias em que se pode acordar com um nevoeiro cerrado….

…e passado duas horas ter a visita de um sol radioso.

mil e uma noites

10/02/2012

setenta quadrados de dez tecidos diferentes.

vários tons de rosa e lilás, e um toque de preto.

flores, formas geométricas, matrioskas, cavalos alados, animais encantados, princesas e sultões.

a fórmula perfeita para um conto das mil e uma noites.

é o meu primeiro quilt terminado em 2012, começou com um esboço digital e eu gosto muito do resultado final.

 

azul e castanho

12/01/2012

(..também se podia chamar mar e montanha…)

o meu primeiro patchwork do ano tem estas duas cores e estes dois elementos – água e terra.

os tecidos já se tinham escolhido uns aos outros há muito tempo, entretanto outros se lhes juntaram.

o bloco, é um half log cabin (wonky), que curiosamente, acho que nunca tinha feito num quilt, apesar de agora constatar que o meu primeiro trabalho de 2011 também foi com log cabins.

por enquanto, tenho 20 blocos feitos, ainda faltam (pelo menos) mais 15…

a ideia final é criar qualquer coisa parecida com isto:

* * * * * *

a história deste “quilt-to-be” nasceu entre 3 paredes de pedra, numa caverna escondida na montanha, onde as paredes são de pedra castanha, salpicadas por “figuras rupestres” pintadas a azul.

e é para lá que a futura manta irá – entre a montanha e o mar.

na primavera.

 

2012

04/01/2012

o sol, considerado desde a antiguidade como um deus imortal, nasce todas as manhãs e põe-se todas as noites no reino dos mortos.

platão fez dele a imagem do bem.

Os seus raios representam as influências celestes e simbolizam a luz e o calor, a luz e a chuva.

além de renovar a natureza, o brilho do sol torna as coisas mais perceptíveis. se a luz irradiada pelo sol representa o conhecimento, o próprio sol é a inteligência cósmica, assim como o coração é, em cada um de nós, a raiz de todas as emoções e a fonte de energia que alimenta o corpo, mantendo viva a alma.

que este seja um ano solar!

viva frida

29/12/2011

…se só morre quem não viveu, Frida está viva e bem viva. como nesta fotografia onde a menina olha para ela como se estivesse mesmo na cadeira, ao sol, a fumar um cigarro.

como através de todas as fotografias da exposição, que nos mostram uma vivência plena de entrega – aos amigos, aos amores, à arte, às lutas – apesar de todo o sofrimento de um corpo que sempre prendeu o espírito livre que era Frida.

em altura de entrerrar o defundo 2011, declaro e desejo que tudo o que nele foi plenamente vivido não morra nunca.

por outro lado, tudo aquilo que não foi uma vivência plena deve ficar na inexistência e na folha velha e amarrotada do calendário, como se nunca tivesse acontecido.

que venha então o 2012, com o fim do mundo tal como o conhecemos! cá estamos, cheios de vida, para o receber.

lotus (mandala) quilt

21/12/2011

a flor-de-lótus é um dos simbolos mais antigos e poderosos em várias culturas.

cresce em águas turvas e vem à superfície para florescer com uma beleza sem igual.

à noite, a flor fecha e mergulha na água. ao nascer do dia, sobe à tona e abre-se novamente.

intocável pelas impurezas da água, a flor-de-lótus simboliza a pureza do coração e da mente.

representa regeneração, longevidade, saúde, prosperidade, boa sorte e transformação.

este quilt representa tudo isso.

nasceu de uma ideia noturna (ou seria de um impulso?…) e foi executado ao longo dos dias seguintes.

tem duas pequenas flores-de-lótus, uma outra um pouco maior, e esta grande, aqui mostrada acima.

é uma espécie de mandala, onde todas as outras flores se encontram numa dança geométrica.

ainda não está totalmente terminada, mas será a minha última peça deste ano de 2011.

é completamente diferente de tudo o que já fiz. é um quilt (ainda mais) táctil e tridimensional.

as flores estão literalmente plantadas no pano-cru. brotam dele com as suas pétalas….

a primeira vez que incorporei prairie points num quilt, foi nesta peça que fiz o ano passado.

neste “lotus quilt” levei a técnica e o improviso ao extremo.

escolho o dia de hoje – a noite mais longa do ano, solstício de inverno – para a fotografar antes de avançar para a fase final de acabamento.

 

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