azul e castanho
(..também se podia chamar mar e montanha…)
o meu primeiro patchwork do ano tem estas duas cores e estes dois elementos – água e terra.
os tecidos já se tinham escolhido uns aos outros há muito tempo, entretanto outros se lhes juntaram.
o bloco, é um half log cabin (wonky), que curiosamente, acho que nunca tinha feito num quilt, apesar de agora constatar que o meu primeiro trabalho de 2011 também foi com log cabins.
por enquanto, tenho 20 blocos feitos, ainda faltam (pelo menos) mais 15…
a ideia final é criar qualquer coisa parecida com isto:
* * * * * *
a história deste “quilt-to-be” nasceu entre 3 paredes de pedra, numa caverna escondida na montanha, onde as paredes são de pedra castanha, salpicadas por “figuras rupestres” pintadas a azul.
e é para lá que a futura manta irá – entre a montanha e o mar.
na primavera.
2012
o sol, considerado desde a antiguidade como um deus imortal, nasce todas as manhãs e põe-se todas as noites no reino dos mortos.
platão fez dele a imagem do bem.
Os seus raios representam as influências celestes e simbolizam a luz e o calor, a luz e a chuva.
além de renovar a natureza, o brilho do sol torna as coisas mais perceptíveis. se a luz irradiada pelo sol representa o conhecimento, o próprio sol é a inteligência cósmica, assim como o coração é, em cada um de nós, a raiz de todas as emoções e a fonte de energia que alimenta o corpo, mantendo viva a alma.
que este seja um ano solar!
viva frida
…se só morre quem não viveu, Frida está viva e bem viva. como nesta fotografia onde a menina olha para ela como se estivesse mesmo na cadeira, ao sol, a fumar um cigarro.
como através de todas as fotografias da exposição, que nos mostram uma vivência plena de entrega – aos amigos, aos amores, à arte, às lutas – apesar de todo o sofrimento de um corpo que sempre prendeu o espírito livre que era Frida.
em altura de entrerrar o defundo 2011, declaro e desejo que tudo o que nele foi plenamente vivido não morra nunca.
por outro lado, tudo aquilo que não foi uma vivência plena deve ficar na inexistência e na folha velha e amarrotada do calendário, como se nunca tivesse acontecido.
que venha então o 2012, com o fim do mundo tal como o conhecemos! cá estamos, cheios de vida, para o receber.
lotus (mandala) quilt
a flor-de-lótus é um dos simbolos mais antigos e poderosos em várias culturas.
cresce em águas turvas e vem à superfície para florescer com uma beleza sem igual.
à noite, a flor fecha e mergulha na água. ao nascer do dia, sobe à tona e abre-se novamente.
intocável pelas impurezas da água, a flor-de-lótus simboliza a pureza do coração e da mente.
representa regeneração, longevidade, saúde, prosperidade, boa sorte e transformação.
este quilt representa tudo isso.
nasceu de uma ideia noturna (ou seria de um impulso?…) e foi executado ao longo dos dias seguintes.
tem duas pequenas flores-de-lótus, uma outra um pouco maior, e esta grande, aqui mostrada acima.
é uma espécie de mandala, onde todas as outras flores se encontram numa dança geométrica.
ainda não está totalmente terminada, mas será a minha última peça deste ano de 2011.
é completamente diferente de tudo o que já fiz. é um quilt (ainda mais) táctil e tridimensional.
as flores estão literalmente plantadas no pano-cru. brotam dele com as suas pétalas….
a primeira vez que incorporei prairie points num quilt, foi nesta peça que fiz o ano passado.
neste “lotus quilt” levei a técnica e o improviso ao extremo.
escolho o dia de hoje – a noite mais longa do ano, solstício de inverno – para a fotografar antes de avançar para a fase final de acabamento.
7
7 (meses)
7 (anos)
faz hoje sete anos que fui mãe pela quarta vez.
pela primeira vez, de uma menina.
aos 7 meses nunca tínhamos passado um segundo sem estar juntas, e estávamos a viajar, conhecer o mundo.
aos 7 anos já foram muitas as noites que passámos uma sem a outra, mas continuamos inseparáveis.
hoje, à volta da escola, parámos no photomaton e trocamos uma moeda por uma fotografia instantânea para assinalar este dia especial.
(work) in progress
…obrigada…
into my arms | into your arms
” When we are flat on our backs, the only way to look is up.
Find release from your cares, tomorrow is another day”
desde que vi o quilt que a Denyse criou para a campanha do Obama, fiquei com vontade o experimentar.
poder escrever com o tecido pareceu-me uma ideia boa demais para não a aproveitar.
ainda demorou algum tempo até ela por à venda os moldes (disponível aqui), mas a vontade de criar letras e palavras com a minha matéria de trabalho – o tecido – permaneceu.
a minha primeira experiência com o “proverbial quilt” foi este ano, em abril, quando criei este painel.
a mais recente é esta:
criadas tendo como pano de fundo a música com o mesmo nome.
por escrito. preto no branco. em tecido falado.
uma sinfonia de branco e preto em duas almofadas que se completam e complementam, em que cada letra é feita de pequenos retalhos de tecido.
…e que podem ser vistas (não “a cores” mas “a preto e branco”) amanhã, no chiado…
[framed]
[framed]
muitos dos meus quilts acabam na parede. não só nas da minha casa, como nas dos outros.
uma das coisas que sempre me agradaram no patchwork é essa capacidade de agregar pedaços aparentemente dispersos e disconectos, dando-lhes uma nova vida, uma nova cara, serem algo de novo.
os quilts e almofadas que faço são objetos utilitários, é claro. mas gosto que sejam bonitos, e que o conforto vá para além do material, fazendo com que as pessoas se sintam bem por olhar e usar uma coisa bonita.
já tinha várias vezes, ao longo destes 6 anos de trabalho, pensado em fazer peças para serem emulduradas. para serem apenas olhadas, sem outra função material que não seja essa – olhar.
nunca o cheguei a fazer. até este fim de semana.
no meio da minha azáfama diária olhei para umas molduras que tinha comprado propositadamente para emoldurar umas quantas fotografias especiais, e então resolvi fazer “qualquer coisa” para lá colocar…
e assim foi: peguei em pequenos blocos abandonados (que os tenho aos molhos…), que nunca chegaram a materializar-se em nada de concreto, que nunca se transformaram numa peça inteira.
lembrei-me, como me lembro sempre, do dia em que os fiz, do que estava a pensar, do que me levou a escolher aquelas cores e não outras e reconstituí-os.
o resultado é este…
diz quem já os viu, que são muito bonitos [obrigada :)], mas que é estranho ver assim as minhas peças através de um vidro, sem poder tocá-las, senti-las, cheirá-las, passar com os dedos por cima dos pespontos.
acho que era precisamente essa a intenção.
ao vivo e a cores
pois é, depois de quase um ano sem sair à rua com as minhas peças (uma vez que a feira da estrela está suspensa…), volto à rua para as mostrar. ao vivo e a cores.
é já esta quinta-feira, dia 8, no “mercado crafts & design” na rua anchieta, em pleno coração do chiado, das 1oh às 19h.
[mais informações aqui, aqui, aqui, aqui e (ainda) aqui]
para assinalar este tão ansiado regresso à rua, tenho algumas novidades em preparação, para além dos tradicionais quilts, almofadas e afins.
sempre com muito patchwork e com muita cor, como não podia deixar de ser.
uma das novidades são os “quadros de patchwork”. este é o primeiro de vários…
…a condizer com esta manta (que ainda está em acabamentos para ir à feira, mas já tem nome…) e com um par de almofadas:
as almofadas são quadradas, com uma face idêntica à do quadro e a outra (parte de trás) com uma composição de tecido com riscas assimétricas:
…espero ter tudo na loja ainda hoje, mas para qualquer informação é só enviar um email.
conto com a vossa visita na próxima quinta-feira, dia 8, porque não há fotografia nenhuma que faça justiça às minhas peças.
…e eu gosto de sair com elas à rua para as mostrar.












































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