Inner Child Cards – Little red riding hood


Ao relembrar a história do Capuchinho Vermelho, não podia deixar de fazer referência a uma obra que gosto muito…
O livro “Inner Child Cards”, de Isha Lerner e as cartas que o acompanham, magnificamente ilustradas por Christopher Guilfoil, é para mim uma pérola da “filosofia new-age” que me acompanha há 10 anos e me surpreende sempre que leio e uso.
Os arquétipos Universais do Tarot (louco, Mago, morte, estrela, etc…), normalmente chamados Arcanos Maiores, são comuns em todas as mitologias do mundo. No entanto, sendo um genuíno artefacto cultural e folclórico, cada baralho de cartas é elaborado e interpretado de forma a reflectir a visão do seu artista e criador, e funciona para outro alguém que se revê e sente a ressonância da filosofia inclusa. (Da mesma forma que temos várias correntes filosóficas e podemos sentir mais empatia e compreensão por determinado filósofo, em detrimento de outro.)
E é precisamente o “casamento” entre Arte e Filosofia que coloca o Tarot à parte da maioria dos sistemas “esotéricos” considerados “ocultos”.
Tal como a Arte e a Filosofia, o Tarot reflecte uma época e uma era na história da humanidade. E a razão pela qual ainda hoje é utilizado e permaneceu com a sua estrutura inalterada no tempo, é porque tem os tais arquétipos comuns a todas as culturas do mundo.
O Tarot é uma linguagem espiritual. A sua verdadeira função esotérica não é o uso divinatório, tal como a grande maioria das pessoas o vê, mas sim a sua incrível capacidade de dar sentido a tudo o que nos rodeia. Revela a formação da cultura humana e as múltiplas fases da sua transformação e crescimento.
Cada carta de Tarot espelha uma série de momentos na história colectiva e pessoal de cada um.
Posto isto, não será difícil de conceber um baralho inteiramente alusivo às histórias e mitologias infantis, tão cheias de ensinamentos e referências culturais.
E este baralho substitui inteiramente os Arcanos Maiores por histórias e personagens de histórias.
O Capuchinho Vermelho é precisamente o ponto de partida, a primeira carta e a única inumerada, tal como em todos os baralhos de Tarot: O Louco.
Aquele que se lança à aventura, sem medo, num misto de inconsequência e coragem, numa mistura de loucura e lucidez.
De uma maneira geral esta carta e história resumem muito daquilo que é a filosofia do Tarot: o espírito jovem dentro de cada um de nós, que vai caminhar a estrada da iluminação e de uma maior consciência. A rapariga da história é enviada pela Mãe-Terra, para se reunir com a Grande Avó do conhecimento Universal. Por um lado ela é tentada pelas surpresas da vida e aprende com os seus erros e fracassos. O lenhador que salva o Capuchinho e a Avó, e lhes permite renascer, simboliza a humanidade libertando a sua alma individual, permitindo-se juntar à grande hierarquia espiritual planetária.
Esta carta e esta história exortam-nos a viver a vida plenamente, a não ter medo de correr riscos, a ser felizes e encontrar o nosso próprio caminho.
Haverá melhor conselho?

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5 thoughts on “Inner Child Cards – Little red riding hood

  1. Olá Rita

    Descobri o teu blog sem querer e fiquei fã do teu trabalho nomeadamente dos teus livros que são uma VERDADEIRA DELICIA, gosta muito de os ter , sendo do Porto como faço para os adquirir? Gostava mesmo muito :D.

    Bjinho

    Gostar

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